sexta-feira, 1 de maio de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
E depois?
Voce conhece o Brasil? Natal. Tenho um filho que mora la, casado com uma brasileira. Brasil me manque. Saudade. Em frances?. Nostalgia. Nao é mesma coisa. Tanto faz, saudade é soh da minha terra mesmo. Palmeiras,amigos e familia.
Pequeno, mae perguntava se eu tinha saudade. Saudade? Meu mundo é descoberta. Saudade é medo da morte. Quando se é pequeno, o medo é fantasia ou pesadelo.
Hoje eu tenho saudade de casa, das rugas que me expantam, que nascem é nao me avisam. Hoje os monstros estao em todos os lugares. Eles dormem comigo. E a morte transformou-se em apenas mais um passo da vida. Um dia a gente morre e ponto final. Sem frescura. Comecei e vou fazer uma profissao de fé. Tudo apodrece.... a carne morre. Simples. Nao ha nada depois. O que ha sao fantasias hoje para ilustrar o futuro. Nao ha depois. Ha saudade.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Merci.
-Merci.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Fazendas organicas na França
Eu estou cansado da cidade e quero ir pro mato. Cinco meses trabalhando de barman em Londres e minha conta no banco continuava magra. Ao contrário dos planos. Próximo ano (2009) estava marcado na agenda: tempo de aprender Francês. Se estivesse em São Paulo, a passagem até Paris custaria algo em torno de R$ 3000. No meu caso, o percursso foi bem menor e bem mais barato.
A estratégia para França nasceu em um dia corriqueiro na terra da rainha. Lendo o suplemento de turismo do jornal inglês The Guardian (guardian.co.uk), o interior francês saltou aos olhos. Trabalho voluntário em fazendas orgânicas foi a forma encontrada de juntar o útil ao agradável. Nascido em 1971, na Inglaterra, WWOOF (‘World wide Opportunitties in Organic Farms’, em português, oportunidades mundiais em fazendas orgânicas) já está presente em mais de 30 países, dentre eles o Brasil.
Até a porta da fazenda, o processo é todo virtual. Destino escolhido, então é preciso fazer o primeiro investimento. A lista das fazendas participantes de um determinado país é vendida, 15 euros foi o preço francês. O próximo passo é entrar em contato com os participantes de alguma região. Aqui por essas bandas, nessa época do ano é bem frio, outro hemisfério. A minha escolha foi óbvia então, vou para o sul da França. No entanto, há tempos que a lareira é o cantinho mais disputado da casa.
O endereço da fazenda anotado é apenas uma vaga idéia do destino final. O trem apitou a estação e desembarquei assustado. Beziers é uma pequena cidade francesa que fica a 180km de Marseille. Ainda na metade do caminho, já foi preciso praticar o francês. Onde posso pegar um ônibus para Saint Pons de Thomière? Esse era a vila mais próxima da fazenda e onde Rosalind estaria me esperando. O motorista do ônibus nao entendeu para onde eu estava indo e acabei perdendo o ponto. Fui até o destino final, no topo de uma montanha vizinha e a dona da fazenda estava quase desistindo de mim quando cheguei uma hora atrasado depois da odisséia.
Há mais de trinta anos que Rosalind abandonou sua terra natal, Inglaterra. Ela faz parte daquela categoria bastante invejada e pouco copiada: hippie-rodou-o-mundo-ja-fez-tudo. A fazenda foi comprada há uns dois anos e desde então ela vem recebendo wwoofers do mundo inteiro. Entre os 17 hectares de florestas de carvalho, um riacho, dois cavalos e dois cabritos, as possibilidades orgânicas sao diversas. Hoje a horta esta coberta de neve, mas a última colheita de tomate, berinjela, cebola e batata ainda freqüenta a mesa de jantar.
O maior objetivo é criar novas formas de vida ecologicamente sustentável. Desde quando cheguei, já preparamos um terreno para as batatas, uma nova casa para as galinhas e cercamos uma área para os cavalos. Israel, EUA, Nova Zelândia ja tiveram seus representantes, alem do brasileiro aqui. Todos em busca de experiências e diferentes visões do processo entre a semente e a colheita.
Outra faceta dessa iniciativa é a possibilidade de estudar uma língua estrangeira. Viver em uma fazenda orgânica, participando do cotidiano de uma família francesa pode ser muito mais eficiente que anos de escola de idiomas. Apesar de inglês ser a língua corrente onde estou atualmente, a próxima parada será com certeza francofone. O visto de turista para brasileiros, de três meses, é feito no aeroporto e a gramática pode vir na bagagem de mão.
O dia-a-dia na fazenda continua sendo determinado pelo clima. Ontem foi a neve que nao deu trégua. O trabalho se limitou a cortar lenha para a lareira. Ainda assim, outra liçao da economia verde: a madeira vem de arvores mortas e o trabalho de um dia é suficiente para uma semana de aquecimento. Wwoof na França promete muito mais do que croissants e fotos com a Torre Eiffel. As batatas que foram plantadas já devem estar tomando corpo, assim como o meu francês. Au revoir.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Love is my Religion
Go China, Go!
Right, now it's time to fight for my bags. Waiting and waiting and still nothing. Far away I saw a little chinese girl holding a piece of paper. My name was on it and it said my luggage was still in London. Who could I have blamed? Doesn't matter anymore, especially because the company that I flew gave me thirty five pounds as compensation.
Where can I find a Taxi? Do you speak English... I repeated this question a thousand times in Beijing and I rarely found someone that actually could speak it. A big problem for a country that in less than four months was going to host the Olympics. In spite of the fact that every school has English classes for all grades, chinese people are still reluctant when it comes to different cultures. There are around forty thousand taxis in Beijing and it was not difficult to find one outside the airport. I tried to say where I wanted to go but it didn't work. I had to show the driver my notebook and some chinese characters. Ok, ok, said the driver but I didn't understand. Where am I going to? Let's hope for the best, you don't have any choice.
I stayed for three days in a friend's house, than I moved to an apartment, sharing with another three chinese guys. Because of the Olympics, real estate in Beijing was going much faster than my bank account. In fact, of course, It's much cheaper than London.
On the third day living at this place, the police came. Can I see your passaport? Just a second, Sir. Where is your residence permit? Excuse me? Foreigners that want to live in private residences in China have to go to the police office with the landlord and fill in an application form. The chinese society is highly regulated by the government, especially foreigners and their new ideas and ways of life. A lot of people were speculating about another chapter for China because of the Olympics but it's a trick point. In Asia, the Chinese Government is one of the most acclaimed by it's population. Tibet and other rebel provinces are just minor details for the giant China.
LIving in China is not a easy task. Everything has been changing so fast: new roads, underground lines, markets and all different kinds of facilities. I felt that I was in a big plant, breathing smoke and dancing on the sidewalks, trying not to crash into anyone. Let's enjoy the games. Go China, go!
Can you handle it?
Having decided where to go, It's time to play Tetris. Professionals in this game can pack their bags in minutes. There is definitely an art to packing a whole wardrobe and making it fit inside two pieces of luggage that are not heavier than 23 kg.
Now it's time to say good-bye. All the family gives you advices and your face is all smiles and energy.
Arriving in a country that is all strange for you is never easy. Travelling with someone that you know makes the first shock easier to get through. Leave a house with a familiar smell, favourite foods in the fridge and a clock that's always telling the path and flying inside a hole with all different colors of rabits can scare everyone. It's also worth pointing out that language is sometimes a barrier. Looking into the eyes of a friend can tell you much more than pointing out a picture inside a menu in a chinese restaurant.
What time is it? I don't know and I don't care. Taking your time, feeling to go or not to go is the most interesting thing when you travel by yourself. Do some sightseeing in the morning, have a big lunch at 4pm and then go to that palace - That's one way of doing it. But I'm tired of monuments and kings and fountains. My friend, can you bring me another beer?